<?xml version="1.0" encoding="iso-8859-1"?>
<rss version="2.0">
 <channel>
  <title>Notícias</title>
  <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?blogId=2</link>
  <description></description>
  <generator>pLog 0.3</generator>
    <item>
   <title>Wry lança &#039;She Science&#039; em SP; leia entrevista</title>
   <description>
 &lt;br/&gt;
O Wry retorna ao Brasil, após sete anos na Inglaterra, para lançar o álbum &lt;i&gt;She Science&lt;/i&gt;, com show nesta sexta-feira (10), no StudioSp, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O disco foi gravado pelo próprio grupo em seu estúdio em Londres e sairá no Brasil pela Monstro Discos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A turnê de lançamento do novo trabalho começa em São Paulo e pretende visitar diferentes estados, entre eles Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banana Mecânica conversou com o vocalista e guitarrista Mário Bross sobre o álbum inédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banana Mecânica: O que o álbum representa para a banda? Algum novo marco? Qual?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Mário Bross: Representa muito. Creio que seja o mais importante, juntamente com &lt;i&gt;Whales and Sharks&lt;/i&gt;, lançado na Inglaterra, e &lt;i&gt;Morangoland&lt;/i&gt;, primeiro trabalho, demo de 11 musicas, lançado pela gente. &lt;i&gt;SS&lt;/i&gt; é um marco. Marca nossa volta ao Brasil, é a tradução perfeita da saudade e nostalgia, que estávamos sentindo do lar, misturadas com amor e a ciência, que descreve claramente a autobiografia, em musica e letras, dos nossos últimos dois anos fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Conte para nós como foi a gravação. Receberam algum apoio ao longo do processo? Quais foram os desafios enfrentados neste período?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A gravação foi demorada pelos seguintes motivos: gravamos um álbum longo, que dividimos em dois, o &lt;i&gt;She Science&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;The Long-term Memory of an Experience&lt;/i&gt;, que sai em junho, e ainda tínhamos que finalizar o &lt;i&gt;National Indie Hits&lt;/i&gt;, que também será lançado este ano. Tudo isso em Quatro Estações.&lt;br /&gt;Já tenho saudades das gravações, dos dias e das noites em claro. Usamos tudo que aprendemos com produtores renomados com quem trabalhamos e todo o equipamento que adquirimos ao longo dos últimos anos em Londres. Foram muitas comidas chinesas e cafés pretos. Fizemos tudo em nosso estúdio, que divide portas com o estúdio do Tim Holmes, do Death in Vegas, em Holborn, Londres. Mesmo com uma estrutura profissional, a altura do som na gravação incomodou um escritório vizinho que eventualmente vinha reclamar. Por isso as guitarras foram gravadas durante a noite, quando a vizinhança não estava presente, já que era uma área comercial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que vocês esperam que o disco traga para o futuro da banda?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Novos fãs, pessoas que escutem música pela música, sem se prender somente a roupas, cenas ou gênero, e que, com isso, consigam perceber quando uma música é bela e para sempre. Se você ouvir uma música como &lt;i&gt;Different from me&lt;/i&gt; ou &lt;i&gt;Dois Corações e o Sol&lt;/i&gt; vai entender o que quero dizer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Serviço:&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Wry @ StudioSP, dia 10 de abril&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Rua Augusta, 591, Centro, São Paulo&lt;br /&gt;$25; $20 (lista: studiosp@studiosp.org)&lt;br /&gt;23h&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Schimidt&lt;br /&gt;fe@bananamecanica.com.br</description>
   <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1440&amp;blogId=2</link>
   <comments>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1440&amp;blogId=2</comments>
   <guid>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1440&amp;blogId=2</guid>
      <author>fe</author>
      <category>Notícias</category>
   <source url="http://www.tonelada.org/conteudo/rss.php?blogId=2&amp;profile=rss20">Notícias</source>
  </item>
    <item>
   <title>Dominatrix lança novo EP; baixe as faixas</title>
   <description>
 &lt;br/&gt;
O grupo feminino de hardcore Dominatrix lançou seu novo EP &lt;i&gt;Quem Defende Pra Calar&lt;/i&gt;, o primeiro inédito desde &lt;i&gt;Beauville&lt;/i&gt;, de 2003. As faixas podem ser baixadas gratuitamente pela &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.tramavirtual.com.br/dominatrix&quot;&gt;TramaVirtual&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O trabalho marca a estreia oficial da nova fase do grupo, que substituiu suas letras em inglês pelo português. Faixas como &lt;i&gt;Filhas, mães e irmãs&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Esquece a volta&lt;/i&gt; já vinham sendo apresentadas pela banda em seus shows desde o ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A composição da músicas ficou a cargo da guitarrista e vocalista Elisa Gargiulo, fundadora da banda em 1995 e única integrante da formação inicial, que teve colaboração da guitarrista Josie Lucas na faixa-título do disco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O EP traz ainda participação especial da vocalista Andrea Martins, da extinta Canto dos Malditos na Terra do Nunca e namorada de Elisa. &amp;quot;Quando ainda não morávamos juntas, cada uma estava em uma cidade e tentávamos nos ver o máximo possivel. Fiz uma música para ela, no violão, e mandei por e-mail. Depois de um tempão, imaginei que pudesse ficar boa no Dominatrix, com bastante peso. E deu certo. Perguntei se não queria fazer uma participação especial e ela gostou da ideia&amp;quot;, explicou a líder do Dominatrix sobre a parceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show de lançamento da edição online &lt;i&gt;Quem Defende Pra Calar&lt;/i&gt; está marcado para o dia 2 de abril, na Funhouse, em São Paulo. Em dois meses, o disco chegará em formato físico para os fãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Schimidt&lt;br /&gt;fe@bananamecanica.com.br</description>
   <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1433&amp;blogId=2</link>
   <comments>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1433&amp;blogId=2</comments>
   <guid>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1433&amp;blogId=2</guid>
      <author>fe</author>
      <category>Notícias</category>
   <source url="http://www.tonelada.org/conteudo/rss.php?blogId=2&amp;profile=rss20">Notícias</source>
  </item>
    <item>
   <title>Beto Cupertino fala sobre novos projetos e curiosidades da antiga banda Violins</title>
   <description>
 &lt;br/&gt;
De forma descontraída, o vocalista do extinto Violins (GO), Beto Cupertino, fala ao Banana Mecânica sobre expectativas da atual carreira solo, no projeto voz e violão Perito Moreno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda em fase de ensaios, Cupertino revelou que está de banda nova com remanescentes de seu grupo goiano, ainda sem nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto a estreia não acontece, o músico lança o segundo disco do Perito Moreno, agora voz e piano, previsto para março. Saiba mais sobre estas e outras histórias na entrevista abaixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banana Mecânica: Perito Moreno é só voz e violão, né? O projeto lembra as músicas em versão demo da sua ex-banda, Violins, que você mesmo soltava na comunidade do Orkut.&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Beto Cupertino:&lt;/b&gt; O primeiro volume foi voz e violão, o segundo será voz e piano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Será algo um pouco como &lt;i&gt;A Redenção dos Corpos&lt;/i&gt;, em que o primeiro volume completa a ideia do segundo, mas desta vez em dois discos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, não.. Não existe nenhum conceito de complemento. Este projeto é bem descompromissado. Apenas será uma outra leva de músicas, que agora serão tocadas ao piano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Imagino que você sempre deva ter composto na base voz e violão para depois transformar em rock como o do Violins. Há diferença quando se segue uma carreira solo?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A principal diferença é que a música já nasce pronta. Eu a lanço bruta, do modo como a compus, sem arranjos e instrumentos em cima. A ideia é esta: apresentar a música bem crua, apenas com melodia e uma base acompanhando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Suas composições voltaram a ser em inglês, como no primeiro EP do Violins, &lt;i&gt;Wake Up And Dream&lt;/i&gt;. Você tem mais facilidade de compor em inglês ou é uma forma de fazer sua música mais universal, mais compreendida por todos?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;As duas coisas. Tenho mais facilidade de compor em inglês, principalmente para criar melodias e, ao mesmo tempo, as músicas são universais, podem ser compreendidas pelo mundo todo praticamente. Mas ainda componho em português, com a banda nova que montei com os remanescentes do Violins. Não parei de compor em português. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Fala sobre esta banda nova. Já tem um nome? Quem do Violins está contigo? Há mais músicos envolvidos? Vocês já estão ensaiando? Há um estilo musical que a banda pretende seguir? Já é possível ouvir músicas deste projeto?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ainda não tem nome, estamos ensaiando e produzindo um disco que deve ser gravado em meados do ano. A banda ainda conta com o Pedro e o Thiago que eram do Violins, mais o baterista Zé Junqueira. Ainda não há gravação para ouvir, mas a formação da banda é diferente, com dois teclados, bateria e baixo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você pretende continuar a fazer turnês com seu projeto solo ou o seu projeto com os remanescentes do Violins?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Depende de convites. Estou disposto a fazer shows com ambos, se houver algum interesse. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como foi sua concepção e inspiração das músicas, tanto para voz e violão quanto para piano?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A idéia foi gravar tudo ao vivo, tocado e cantado ao mesmo tempo, como num show, captando o registro com dois microfones para que tudo ficasse o mais visceral possível. Será assim também com a gravação do volume com piano e voz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Você saiu de uma banda que utilizava instrumentos básicos de rock e, muitas vezes, criava um som pesado. Agora, em carreira solo, conta apenas com sua voz e violão, no que pode ser tachado como algo mais puxado para o folk. Entre as principais influências para este projeto você destacaria artistas folk ou ainda há preferência por um som mais pesado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não me sinto um artista de folk nem influenciado por folk. As músicas são simples, baseadas em melodia, não têm uma levada muito folk ao meu ver, até porque nunca tive influência deste estilo forte o suficiente para me motivar a fazer um disco do gênero. Eu gosto de bandas que sabem trabalhar melodia, seja vocal ou instrumental, que gostam de harmonias, sejam elas densas ou não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E em relação à segunda parte, de voz e piano, há alguma referência explicita, algo que você tem ouvido bastante para basear sua produção?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Não, tenho feito espontaneamente mesmo, compondo as músicas quando me dá vontade e inspiração, não está baseado em nada especificamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Ainda pode-se esperar músicas com um pé nos dilemas político-sociais, como &lt;i&gt;Terrorista Justo&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Saltos Ornamentais Árabes para Treinamento de Atiradores Americanos&lt;/i&gt;?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Creio que sim. Vira e mexe eu escrevo sobre estas coisas. Se me der na telha de escrever sobre temas assim, vou escrever, não sigo uma fórmula ao escrever. Normalmente as coisas saem naturalmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em dezembro do ano passado, o consultor jurídico João Carlos Muller, da Associação Brasileira de Produtores de Discos (ABPD), disse que P2P [rede de troca de arquivos] é a desgraça do direito autoral. Como músico, você é a favor ou contra disponibilizar seu trabalho gratuitamente para download?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sou totalmente a favor, tanto é que disponibilizei o último disco do Violins na íntegra gratuitamente na internet. E do meu projeto solo também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Com o Violins não existiam as ditas “músicas de trabalho” para serem tocadas nas rádios, e ainda assim foi uma banda que arrancou elogios da crítica especializada. Você pretende manter esta postura?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, sempre fomos uma banda que faz discos e dá importância ao disco como um todo e no seu conceito geral. Não teria sentido escolher &amp;quot;música de trabalho&amp;quot;, até porque não somos uma banda que toca em rádio ou TV. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Alguns críticos consideram o Violins como uma banda injustiçada, que não teve o espaço que merecia. O que você acha disso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Acho normal o espaço que tivemos, não fomos uma banda com potencial para tocar na Malhação, nem no playlist das rádios. O tipo de música e letra que fazíamos não era de viés popular. Nunca fizemos um clipe, por exemplo. Preferíamos investir em discos. A gente teve o espaço que mereceu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;No disco &lt;i&gt;Tribunal Surdo&lt;/i&gt;, a música &lt;i&gt;Grupo de Extermínio de Aberrações&lt;/i&gt; recebeu críticas pesadas – chegando a ser censurada em uma rádio local de Goiânia. Você até foi denunciado no Ministério Público por alguém chamado “Mão Branca”. Que fim teve esta história?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tornou a música mais interessante e procurada. De resto, não deu em nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Em outubro do ano passado, o produtor musical Rick Bonadio criou polêmica ao dizer em uma entrevista que a atual cena independente é péssima, o que gerou críticas por parte dos organizadores de festivais. O que você acha do cenário independente atual? Tem acompanhado os conjuntos que surgiram em Goiânia? E em outros estados?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Tenho acompanhado pouca coisa. Faz um bom tempo que não vou a shows, então não sou a pessoa mais antenada com as novidades da cena. Acho que há sim uma escassez de boas bandas, sobretudo no que diz respeito a conteúdo de letras e melodias, mas isso pode ser só gosto também. Para o meu gosto, encontro poucas bandas que me agradam no circuito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marcelo Santos Costa&lt;br /&gt;marceloadsc@gmail.com</description>
   <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1418&amp;blogId=2</link>
   <comments>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1418&amp;blogId=2</comments>
   <guid>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1418&amp;blogId=2</guid>
      <author>fe</author>
      <category>Notícias</category>
   <source url="http://www.tonelada.org/conteudo/rss.php?blogId=2&amp;profile=rss20">Notícias</source>
  </item>
    <item>
   <title>Host Rick Levy fala ao BM sobre deixar a Funhouse e curiosidades da noite</title>
   <description>
 &lt;br/&gt;
Figura querida na noite paulistana, Rick Levy deixou seu posto de host na porta da Funhouse, clube rocker na região da Consolação, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre simpático, ao contrário dos colegas que investem na &amp;quot;recepção carão&amp;quot;, o host optou por largar a profissão-hobby de mais de seis anos ao receber uma oferta irrecusável, segundo ele, para trabalhar com acessibilidade em arquitetura, sua área de formação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, pouco mais de uma semana longe das filas de festeiros do rock, Rick contou ao Banana Mecânica sobre sua experiência trabalhando na agitada noite de São Paulo, as dicas para uma boa festa e curiosidades sobre hosting.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banana Mecânica: Por que você decidiu sair da Funhouse? Quais são os planos para o futuro?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Rick Levy:&lt;/b&gt; Saí, porque depois de muitos anos, quando eu já quase havia perdido as esperanças, fui chamado para trabalhar com arquitetura, em que sou formado há 12 anos, e numa área na qual vale a pena. Eu amo trabalhar à noite e sempre conciliei isso com a arquitetura, mas como realmente adoro a função de host, me dei bem nela e até então a maioria dos trabalhos que exerci na arquitetura eram relacionados a projeto - o que eu não gosto tanto -, deixei a arquitetura um pouco de lado. Mas agora me surgiu um convite irrecusável para trabalhar na área de acessibilidade, não pude negar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como é passar o posto adiante?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Foi tranquilo, viu! Não me senti triste nem nada - sentirei saudades em breve, claro. Mas passei tranquilo, porque tenho plena consciência de que meu trabalho foi muito bem feito. Senão eu, homem com 35 anos, não estaria até hoje fazendo trabalho de menina novinha de 18, né? Sei que dei certo. Então, senti como se fosse missão cumprida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Como ficará a sua agenda noturna agora?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Agora eu virei gente normal, né? Hahaha Agora serei frequentador da noite. Aliás, me fale: o que tem na noite, hein? Sério! Passei tantos, mas tantos, mas taaantos anos trabalhando que eu não sei mais o que as pessoas fazem às sextas e sábados à noite, a não ser ir para a Funhouse. Me ensina: a gente sai cedo de casa, fica bebendo e depois vai para balada ou sai de casa à meia-noite e meia, uma hora, e vai direto para a balada?&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;(Rick, o Banana Mecânica indica a Discotexxx, no Astronete, aos sábados, precedido por algum bar ali na região da Augusta)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Para você, o que é uma boa festa?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Boa festa é aquela em que, para começar, você é bem tratado logo na entrada. Não precisa vir com sorriso escancarado, abraçando e beijando e falando &amp;quot;ai, que bom que você veio, porque a noite está I.N.C.R.Í.V.E.L.&amp;quot;, porque incrível estaria eu dormindo na minha cama. Mas como já me arrumei, sequei o cabelo, passei perfume, resolvi sair e estou pagando, então quero, para começar, sinceridade, honestidade e simpatia real logo na entrada. E não só por parte dos hosts (estes são pagos para agir assim, então não tem como fugir), mas também pelos seguranças, que ultimamente estão batendo recorde mundial no quesito &amp;quot;sou estúpido e me orgulho disso&amp;quot;. Depois, já dentro da balada, o que vier é lucro, porque geralmente já se sabe mais ou menos que música vai escutar, quais pessoas vai encontrar, que drink haverá no menu, estas coisas óbvias. Então, se tudo isso andar nos eixos, para a noite perfeita realmente acontecer só depende do seu humor!&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;b&gt;Quais são os prós e contras de se trabalhar como host?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Os prós são vários! Mas vários mesmo! Você conhece Deus e o mundo e isso é maravilhoso. Hoje 95% do meu networking é de pessoas que conheci nestes anos todos de noite. São amigos e contatos que não acabam mais! Fora a diversão, o bom astral, o bom humor que sempre te norteia numa boa noite, né? O que poderia ser um &amp;quot;contra&amp;quot; acaba se tornando um pró. Mas só para te responder, acho que o contra é você trocar a luz do sol pelo escuro da noite em todos os sentidos. Adeus sábados de dia, adeus domingos de dia. Mas quando você faz o que gosta, nem liga para isso, viu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E você pretende fazer alguns &amp;quot;bicos&amp;quot; como host por aí?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Sim, claro. Porque quem está inserido uma vez na noite, estará sempre nela. Não tem escapatória. E como disse, eu amo trabalhar à noite (traduzindo: eu amo ser host, porque na noite eu não sei fazer nada mais além disso. Nunca poderia trabalhar do lado de dentro do bar, porque nem sei abrir cerveja!). Amo trabalhar com público, amo resolver problemas dos outros (que é uma das atividades mais corriqueiras de um host, sabia?). Por isso não pretendo perder 100% o contato com a noite. O que eu não posso mais é ficar de quarta a sábado, todas as semanas. Depois que aceitei o convite, não rola mais isso. Agora eu tenho que acordar cedo, recebo vale-refeição e chego em casa a tempo de ver a novela das 7. Virei classe média. Hahaha&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Com tantos anos vendo tudo o que acontece na porta da Funhouse e em outras casas, conta pra gente os casos mais inusitados que presenciou?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Ai, agora você me pegou, mesmo! Não sei. Às vezes, eu e alguns amigos que frequentam a Funhouse desde a inauguração ou ex-funcionários nos juntamos e vamos lembrando dos &#039;causos&#039; e cada um tira uma história mais lá de fundo do baú do que o outro. Lembro dos fatos bizarros que eu protagonizo, como de uma menina que vai à Funhouse desde a inauguração, uns seis anos e meio de frequência... Quando fez mais ou menos dois anos que ela ia lá e eu ainda tinha decorado o nome dela - e nem ia decorar mesmo, porque na verdade eu nunca prestei atenção -, resolvi que a cada noite que ela fosse eu ia dar um nome para ela, o que eu quisesse. A partir deste dia, ela começou a se chamar Abigail, Sophia, Nancy, Audrey, Lourdes... Eu inventava, mas sempre com glamour, né!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Schimidt&lt;br /&gt;fe@bananamecanica.com.br &lt;br /&gt;</description>
   <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1407&amp;blogId=2</link>
   <comments>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1407&amp;blogId=2</comments>
   <guid>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1407&amp;blogId=2</guid>
      <author>fe</author>
      <category>Notícias</category>
   <source url="http://www.tonelada.org/conteudo/rss.php?blogId=2&amp;profile=rss20">Notícias</source>
  </item>
    <item>
   <title>Power Trio DeLuxe tem reunião do Little Quail em SP; veja entrevista</title>
   <description> &lt;br/&gt;No próximo final de semana, entre os dias 30 de janeiro e 1º de fevereiro, no Centro Cultural São Paulo, acontece o festival Power Trio DeLuxe, com apenas bandas de três integrantes. Na sexta, dia 30, tocam Zefirina Bomba e Faichecleres; no sábado, 31, é a vez de Bad Luck Gamblers e Rock Rocket; e, no domingo, 1º, Dead Rocks e Little Quail &amp;amp; The Mad Birds.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A organização do festival é do baterista do Rock Rocket, Alan, que falou ao Banana Mecânica sobre a idéia do evento, e de como surgiu o convite para o show do Little Quail. “A idéia surgiu de um show em Belo Horizonte, em que tocamos com o Bad Luck Gamblers. Nós fomos e voltamos assistindo a um dvd do Reverend Horton Heat ao vivo e comentando sobre o material. Durante o show, o pessoal do Blind Pigs, que também tocou no dia, assistiu e veio comentar que adorou, dizendo &amp;quot;puta barulho com só três caras&amp;quot; e eu fiquei com esta idéia fixa na cabeça. Quando resolvi fazer o festival me lembrei do dia em que conheci o Zé Ovo: ele estava trabalhando de roadie num evento em que tocamos e veio falar comigo na passagem de som, que gostava da banda e comentou o fato de sermos power trio. Enquanto isso, eu pensava &#039;cara, o Zé Ovo do Little Quail tá dizendo que gosta da minha banda&#039;. Aí, fizemos amizade e o convite anos depois ficou inevitável”.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alan ainda comentou sobre os outros grupos e a possibilidade de outras edições do festival: “Existem alguns estilos que não podem faltar em um festival de power trio: surf music e rockabilly. Resolvi então chamar as bandas de que mais gosto no Brasil, o Dead Rocks e o Bad Luck Gamblers. Além deles, também incluí no lineup o Zefirina Bomba, o Rock Rocket e os Faichecleres, todos militantes do power trio. Agora a expectativa é de que saia tudo nos melhores moldes, para que este evento possa ter outras edições periódicas.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande atração é o show de reunião do Little Quail &amp;amp; The Mad Birds, grupo dos anos 90, formado por Gabriel Thomaz (hoje no Autoramas), o baterista Bacalhau (atualmente no Ultraje a Rigor e no Orgânica) e o baixista Zé Ovo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Banana Mecânica falou com Zé Ovo e Gabriel Thomaz sobre o show, a idéia da reunião, os ensaios e preparativos. Zé Ovo contou: “A idéia toda foi do Alan, ele me ligou e deu a idéia. O Little Quail, quando acabou, não teve briga entre os membros, sempre fomos amigos, e já fizemos alguns shows depois do fim, o maior problema é a agenda de cada um. O Alan falou desta ideia em dezembro, como a data é em fevereiro deu pra todos se organizarem”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gabriel completou: “foi o Alan do Rock Rocket que botou uma pilha, e topamos. Ainda não ensaiamos, mas vai rolar. Nem precisava, as músicas estão gravadas na nossa memória.”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Já fizemos alguns ensaios só eu e o Bacalhau, por que o Gabriel está no Rio, mas antes do show ele chega e vamos fazer mais. O Little Quail sempre fazia ensaio de baixo e batera, aí fica mais fácil. Vamos tocar umas 20 músicas”, contou Zé Ovo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O baixista disse gostar de ver o Little Quail ser citado por muitas bandas atuais como influência: “Adoro estas novas bandas, já cheguei a trabalhar de roadie para muitas delas em eventos e festivais”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a possibilidade de uma reunião mais duradoura e novas gravações do grupo é vista com dificuldade por ambos integrantes.  “Vamos fazer só este show. Gostaríamos de tocar sempre, mas a questão da agenda e logística é bem complicada. Teriam que ser datas com uma boa antecedência, cachê, e isso é complicado no underground. Adoraríamos tocar em grandes festivais, como o Porão do Rock, em Brasília, mas a produção não tem verba para isso (risos). Gravar é bem mais difícil. Tenho muitas músicas novas, o que quero é dar estas músicas para as bandas que curtem Little Quail. O Gabriel compõe para o Autoramas, algumas músicas do primeiro deles eram da demo para o terceiro do Little Quail”, contou Zé. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;quot;Little Quail é coisa do passado. Este show é para a gente dar umas risadas e lembrar daquelas musiquinhas, só isso”, finalizou Gabriel. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Veja abaixo a programação do festival: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;b&amp;gt;Sexta, 30 de janeiro, 19h&amp;lt;/b&amp;gt;&lt;br /&gt;Zefirina Bomba (PB) &lt;br /&gt;Faichecleres (PR) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;lt;b&amp;gt;Sábado, 31 de janeiro, 19h&amp;lt;/b&amp;gt;&lt;br /&gt;Bad Luck Gamblers &lt;br /&gt;Rock Rocket &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&amp;lt;b&amp;gt;Domingo, 1 de fevereiro, 18h&amp;lt;/b&amp;gt;&lt;br /&gt;The Dead Rocks (São Carlos)&lt;br /&gt;Little Quail &amp;amp; The Mad Birds (DF) &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Serviço: &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&amp;lt;b&amp;gt;Festival Power Trio DeLuxe @ Centro Cultural São Paulo &amp;lt;/b&amp;gt;&lt;br /&gt;Rua Vergueiro, 1000&lt;br /&gt;$6 (meia); $12 (inteira), por dia de evento (a bilheteria será aberta com uma hora de antecedência). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Wilson Farina&lt;br /&gt;wilson@bananamecanica.com.br&lt;br /&gt; </description>
   <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1396&amp;blogId=2</link>
   <comments>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1396&amp;blogId=2</comments>
   <guid>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1396&amp;blogId=2</guid>
      <author>fe</author>
      <category>Notícias</category>
   <source url="http://www.tonelada.org/conteudo/rss.php?blogId=2&amp;profile=rss20">Notícias</source>
  </item>
    <item>
   <title>Lucy and the popsonics fala sobre nova turnê internacional e planos da banda</title>
   <description>
 &lt;br/&gt;
Os últimos anos têm sido incrivelmente bons para a dupla electro-indie Lucy and the Popsonics. E 2009, ao que tudo indica, não será exceção. Depois de ver seu primeiro disco &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;amp;articleId=796&amp;amp;blogId=1&quot; style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;&lt;i&gt;A Fábula (ou a farsa?) de dois eletropandas&lt;/i&gt;&lt;/a&gt;, lançado em 2007, ganhar notoriedade a ponto de se embarcar em uma turnê internacional, passando por cidades como Nova York, Boston, Berlin e Lisboa, em 2008, a banda agora se prepara para re-lançar seu álbum de estréia em versão européia, com shows em Paris, em fevereiro e abril (quando irão tocar no festival Les Femmes s&#039;em melent). Também prometem para 2009 um compacto europeu, com uma versão em inglês do hit &lt;i&gt;Eu quero ser seu tamagochi&lt;/i&gt;, além de um EP nacional com gravações de shows, covers, e remixes. E isso é só o começo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abaixo, Fernanda Popsonic, a metade feminina da dupla, responde algumas perguntas sobre estas novidades e algumas polêmicas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Banana Mecânica: Então, para começar, queria que você falasse um pouco sobre estes shows que vocês pretendem fazer em Paris. Pode se considerar como o começo de uma nova turnê internacional grande, como a que vocês fizeram ano passado?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Popsonic: Na verdade, eles pediram para a gente morar lá por uns 6 meses com casa e van para começar, mas como nós trabalhamos e também não somos loucos de largar tudo simplesmente assim dissemos que não podíamos. Vai ser algo pontual mesmo. Estou no meu primeiro ano de trabalho como empregada em uma empresa e não posso tirar muitas folgas. Antes, eu fazia freelas e podia ficar muito tempo fora. O Pil [metade masculina da banda] até poderia passar 60 dias fora este ano, mas eu não. Ano passado foi ele. Ele só tinha 40 dias de folga. Antes também não tínhamos bookers, só no Brasil. Fazíamos tudo sozinhos. Agora temos, mas infelizmente não podemos aproveitar isso ao máximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita gente acha que somos loucos. Doentes mentais são os outros. Não vamos largar a boa vida que conquistamos e herdamos aqui em Brasília por qualquer aventura maluca no exterior e até mesmo por São Paulo, e ficar fumando maconha o dia todo. Isso é coisa de retardado ou loser, gente! Podemos até fazer umas loucurinhas como a gente faz às vezes, mas não de ir embora como as bandas normalmente fazem em busca de viver de música a qualquer custo em um mercado disputadíssimo na Europa e nos EUA ou mesmo em um ínfimo no Brasil, onde você pode ser descartado por qualquer coisa. Largaria sim, se eu tivesse uma certa garantia. E sonhamos, sim, com a possibilidade das coisas darem certo, mas preferimos manter nossos pés no chão e fazer algo que achamos legal e bom do fundo dos nossos corações. Não queremos chegar aos 40 anos e pensar no tempo que perdemos por um sonho imbecil de gente ingênua. Queremos, sim, chegar aos 40 anos com muitas aventuras nas costas sem a vida comprometida com coisas que deram errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E sobre esta experiência de vocês com shows nos EUA, Europa...  como foi a recepção do público, houve algum estranhamento por vocês cantarem em português ou a galera se identificou rápido com o estilo das músicas?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;Nenhum estranhamento com a língua. Fomos bem recebidos em todos os sentidos e em todos os lugares, mesmo que dois daqueles shows não tenham sido dos mais legais. Em todos os EUA, as pessoas nos tratavam como novidade, uma coisa nunca ouvida antes, mas em Boston as pessoas esperavam que a gente tocasse funk, que a gente fosse tipo um Bonde do Rolê ou uma coisa da favela mesmo e ficaram muito espantados com dois branquelos subindo com guitarras, fazendo um som pesado e pior, se dizendo ser do Brasil! Acho que as pessoas pensavam: ‘Como assim, gente?’ No interior, as pessoas perguntavam que língua cantávamos e de onde éramos. Elas achavam que por aqui só se poderia sair coisa boa se fosse bossa, samba ou funk. Tinha gente que tinha medo de se aproximar e tentar conversar com a gente, porque achava que não sabíamos falar outras línguas. Porém, nos grandes centros, a coisa é diferente. As pessoas têm mais contato com estrangeiros e, principalmente, com brasileiros. Uma vez, perguntei por que as pessoas não estavam se importando com o fato de cantarmos em português e me responderam que mesmo em inglês ninguém se importava com o que seria dito de qualquer forma e em português ainda ficava mais bonito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Europa, a gente passou apenas uma semana, que foi sensacional. Já tínhamos ido a Portugal e, desta vez, as pessoas nos conheciam e cantavam as músicas. Foi surpreendente! Às vezes, tocamos em Brasília e ainda tem gente que não nos conhece, por exemplo. Na França, fizemos o melhor show da nossa vida. A gente até pensou em acabar com a banda ou se mudar definitivamente pra lá depois disso, mas, aí, a vontade de continuar e a racionalidade de que não se pode largar tudo aqui por enquanto pesou haha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;E como surgiram os convites pra vocês tocarem nestes lugares? &lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A gente tem um booker europeu, que marcou os shows.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O disco de vocês vai ser re-lançado na Europa, assim como um compacto com a versão em inglês de &#039;Eu quero ser seu tamagochi&#039;. Vocês parecem estar  realmente interessados em se afirmar na cena internacional. Você acha que é mais fácil conseguir espaço neste mercado cantando em inglês? Pode-se esperar para o segundo álbum uma tendência a cantar em português, inglês, ou os dois?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;A idéia era cantar tamagochi em francês, mas não ficou legal. Optamos pelo inglês porque ficaria mais fácil mesmo. A gente quer se divertir lá como fazemos aqui e sabemos que lá isso é mais que garantido! As pessoas são mais receptivas e têm menos preconceitos, apesar de que também não queremos deixar o Brasil. Mas lá nos tratam com muito mais carinho e quem não gosta de ser bem tratado? Estamos falando isso sem estrelismo. Às vezes, você se propõe a fazer um show e os produtores te tratam como qualquer coisa, do tipo que se não fosse você seria qualquer outra pessoa, e a sociedade (público, família, governo) te trata como marginal por fazer rock e não algo cult como MPB regravado, jazz ou blues meia-boca, punk e rock de velho ou qualquer coisa do tipo e também porque você não tem sangue azul. A música no Brasil é coronelismo ou marginalismo. Se você é uma banda de Brasília, do plano piloto mais especificamente, se você não regrava merda nacional dos anos 60, se você não mistura rock com qualquer porcaria nacional e ainda por cima tira sarro de toda essa merda, boa sorte! Então, foda-se! Novamente: quero que a bossa regravada, o rock de véi, a mistura de rock com porcarias nacionais vão tudo tomar no cú! Não escuto, nunca escutei e não vou escutar. Recuso-me! Não vivo de música e fico imaginando o quanto estaria fodida se precisasse dela para comer. Faço o que curto sem pedir muita coisa em troca, além da diversão. Isso para mim é hobby, first of all.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda Gama&lt;br /&gt;vestidaparamatar@gmail.com</description>
   <link>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1395&amp;blogId=2</link>
   <comments>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1395&amp;blogId=2</comments>
   <guid>http://www.tonelada.org/conteudo/index.php?op=ViewArticle&amp;articleId=1395&amp;blogId=2</guid>
      <author>fe</author>
      <category>Notícias</category>
   <source url="http://www.tonelada.org/conteudo/rss.php?blogId=2&amp;profile=rss20">Notícias</source>
  </item>
   </channel>
</rss>