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  <title>Shows</title>
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   <title>Seletores de Frequência</title>
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&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Um dos muitos projetos de B Negão mostra as diversas faces do cantor&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;
&lt;br/&gt;
Se há uma palavra capaz de definir Bernardo B Negão é peso. Peso nas batidas, nas letras, na voz, o peso da postura de palco e de mundo. Um peso que inspira respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sábado 2 de junho, fui ao Studio SP ver B Negão e os Seletores de Freqüência, projeto que nasceu em 2003 e, desde lá, já passou percebido por várias partes do mundo. Eles fazem um som que transita entre muitas sonoridades, mas que tem uma relação especial com o funk anos 70 (funk 70 + B Negão dá pra imaginar a pegada?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite, parte do público era composto por apreciadores da banda, que conheciam as letras e dançavam muito a cada nota de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Enxugando Gelo&lt;/span&gt;, primeiro e, por enquanto, único CD deles - o próximo está prometido para o próximo semestre deste ano. O resto dos ouvintes talvez ainda não conhecesse os Seletores, mas certamente ouvia Planet Hemp, banda lendária para os jovens dos anos 90 no Brasil. B Negão foi acompanhado por um coro em uníssono quando abriu o show com &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Stab&lt;/span&gt;, grande sucesso da extinta banda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Provavelmente muitos ficaram surpresos com a desenvoltura de B Negão como líder de banda. Ele não faz o tipo showman, mas dialoga com músicos e platéia numa relação muito particular, muito compenetrada. Seu lado político, que começou nas bandas Planet Hemp e Funk Fuckers, chegou à maioridade. Ele passou da fase de chocar, pois não se choca pra sempre, e agora segue como músico que foca na mensagem, que constrói essas duas camadas de apreensão, e que registra em todas as letras o seu otimismo em relação à  mudança do que pra ele é a sociedade viciada. &amp;quot;Esse som é sobre a ciência da persistência versus a preguiça e a descrença / Paciência é a sapiência do espírito / Viver no presente é a base, a chave para seguir bem na viagem / Evita o desgaste desnecessário durante o seu itinerário no planeta/ Esse som é sobre o processo. O processo é lento&amp;quot; (trecho da música &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O processo&lt;/span&gt;). Ele também está passando pelo processo. Talvez 3 anos atrás B Negão não cantaria uma música do Planet em seu show, agora ele conquistou o seu espaço. &lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;No show rolaram dois covers: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Zumbi&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Hermes Trimegistro&lt;/span&gt;. Impressionante como o Benjor levanta qualquer público mesmo não estando presente, a galera pirava e o B Negão: “muito rexxponsa São Paulo”. Jorge Benjor é influência forte da banda ao lado de James Brown, Public Enemy, Tom Zé, Miles Davis, Tim Maia, John Coltrane, Beastie Boys... toda essa alquimia resulta num som que dialoga com o corpo, é imperativo ao movimento, e te instiga a ouvir novamente prestando atenção nas letras geniais e políticas. Portanto, pra quem não conhece, o show impressiona, pra quem conhece, o show impressiona mais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles tocaram todas de &lt;i&gt;Enxugando Gelo&lt;/i&gt; acrescidas de duas inéditas: &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Reação&lt;/span&gt;, e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Proceder e Caminhar&lt;/span&gt;, que mantiveram o altíssimo nível musical das anteriores. Quem não dançava observava atentamente aquela figura de peso destilar sua mensagem completamente concentrado em sua função. Não sei dizer se naquele momento ele é mais músico ou militante, ou se existe distinção entre essas duas camadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O show inteiro foi assim, alguns observando meio que fora, outros completamente dentro, alguns surpresos (B Negão não era do rap?) mas todos com um respeito absoluto pelo palco. Não havia atração fora dele. O show dominou completamente o ambiente (o que não é óbvio muito menos fácil). Talvez pelo peso dessas várias facetas de B Negão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;    &lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Texto: Priscilla Oliveira&lt;/span&gt; &lt;br /&gt;priscilla_ogoncalves@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Fotos: Ariel Martini&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;http://www.flickr.com/photos/arielmartini &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://www.bananamecanica.com.br/images/s_studiosp_seletores1.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://www.bananamecanica.com.br/images/s_studiosp_seletores2.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src=&quot;http://www.bananamecanica.com.br/images/s_studiosp_seletores3.jpg&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
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      <author>kazu</author>
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   <title>Mojo Workers no Berlin</title>
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&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Banda conta a história do Blues em animado show&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br/&gt;
Eis que estava eu em um cubículo rabiscado, apertado e molhado. Caminhei até o quadrado vermelho mais próximo e me encontrei com um sapo de chifres. Ele me contou a história do blues. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quarta-feira, 29 de abril. Fui ao Berlin assistir a um show de meninos que resolveram beber da fonte. A banda Mojo Workers é uma boa contadora de histórias em forma de blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ocorrido foi esse mesmo. Saí do banheiro e conheci o guitarrista da banda, que como os grandes bluezeiros do passado, também tem um bigode e um codinome: Bullfrog, assim como os outros integrantes da banda-arca: Turttle Thomaz, Harpfish, Mr. Checkon e Lizard Leo. Em menos de uma hora eles me contaram não só a história da banda, mas a história do blues.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles são da minha geração, do tipo jovens agora. Nascemos ouvindo um pop barato nas rádios, e aprendemos a entender o que é música com os caras dos anos 60, como Jimi Hendrix e família. Pois bem, demora um pouco pra gente sacar que toda a história tem seu início: &amp;quot;O blues teve um bebê, e ele ganhou o nome de rock &#039;n&#039; roll&amp;quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O blues dos Mojo é aquele que saiu das fazendas dos Estados Unidos e foi para as cidades, onde ganhou eletricidade e rapidez. Essa foi a primeira parte do show. Muito Muddy Waters, Little Walter, John Lee Hooker. Depois do intervalo veio um blues mais dançante, quase anos 50, um minuto antes de virar rock. Chuck Berry, Ray Charles. A galera pirou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O público era um misto de músicos e amigos dos músicos, o que não é pouca gente. Aquela também era a noite de lançamento do novo álbum do Garotas Suecas. Como o som das duas bandas tem esse flerte com o passado, e o público compareceu a caráter, o Berlin parecia o lugar perfeito para esta despojada reunião de amigos que acontecia há algumas décadas atrás. O repertório também caiu perfeitamente, e o fato da maioria das músicas serem pouco conhecidas não incomodou ninguém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Mojo Workers fazem uma linha bem diferente do típico bluesmen solitário, que compõe, canta e toca gaita sozinho. A banda compartilha as músicas na forma de coros. Mesmo as mais choradas tem vocal simultâneo de todos os integrantes da banda, que se espremem nos microfones e no palco reduzido do Berlin. As meninas não deixam por menos, chegam junto e dançam sem cerimônia pertinho dos bluezeiros boa-pinta da banda. A lamentação típica do blues deixa de ser solitária. Esse é um dos temperos dos Mojo.&lt;br /&gt;O segundo é a descontração. No show não há playlist. Eles, entre si e com a platéia, discutem qual será a próxima música entre as mais de cem que estão no repertório, claro que &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Got My Mojo Working&lt;/span&gt; raramente fica de fora. E o tempero final a própria banda define: &amp;quot;blues with a feeling&amp;quot;, realmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de não ser o foco do show, eles tem músicas próprias, que fazem jus às referências (&lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/themojoworkersbluesband&quot;&gt;myspace.com/themojoworkersbluesband&lt;/a&gt;). Sim, os Mojo Workers estão trabalhando duro. E merecem um aumento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Priscilla Oliveira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;priscilla_ogoncalves@hotmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
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      <author>kazu</author>
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   <title>Nação Zumbi e Comadre Fulozinha na Virada Cultural</title>
   <description>&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Dois grandes shows dentre alguns flashes e desleixos&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br/&gt;Valeu a pena enforcar o sábado indo embora, depois de não ter conseguido ver nem Iara Rennó, pra acordar cedo no domingo e fazer a maratona ao sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo às 9h da manhã, a multidão para ver &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Cordel do Fogo Encantado&lt;/span&gt; era enorme. Perdi umas três músicas e isso foi praticamente metade do show que durou menos de uma hora e só deixou um gostinho mesmo, pois além de mais elétrica e rasgada, com um violão que virou uma guitarra quase metaleira, as percussões mais graves, que são marca do grupo, quase não eram sentidas no peito. Ao menos a oratória catártica do vocalista que não se estendeu muito no &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Palhaço do Circo Sem Futuro&lt;/span&gt; mas, em compensação, explicou a história de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;A Matadeira&lt;/span&gt; instigando Canudos no meio dos paulistanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, melhor posicionada dessa vez, peguei o Nação Zumbi do início ao fim, e foi quase como ver outra banda também. A maior parte do repertório foi composta por músicas pós-Chico Science e a primeira que tocaram das antigas foi anunciada como um revival mesmo.  A banda reafirma de vez sua nova cara e com apoio do público que cantava até as do álbum mais novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lúcio Maia, reivindicando lindamente o trono de Chimbinha como melhor guitarrista brasileiro, mergulhou seus solos numa psicodelia lisérgica tanto sozinho no palco quanto acendendo Côco Dub. E pra quem sentia falta da presença ativa das alfaias nas novas músicas, os percussionistas fizeram uma graça que deu certo: travaram um duelo em que tudo o que eles tocavam pediam pra platéia repetir em palmas. Um público que assistia mais do que pulava, uma banda que embala mais do que agita, essa é a nova cara da Nação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma coisa que a Virada sempre faz de louvável é reviver bandas e projetos de álbuns, como acontece sempre no Teatro Municipal, e talvez a maior ansiedade esse ano fosse para ver no palco os Novos Baianos reunidos (mesmo que sem Moraes Moreira). De fato, foi uma delícia ouvir &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;A Menina Dança&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Preta Pretinha&lt;/span&gt; ao vivo mesmo que de longe, a guitarra de Pepeu alcança qualquer distância, assim como a voz de Baby ainda afinadíssima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já completavam 8 horas de correrias nas calçadas da cidade (que cansa muito mais que qualquer rave de dias no mato), mas lembrar que o que faltava ver era o show da Comadre Fulozinha foi extremamente reconfortante. A delicadeza de Karina Buhr vestiu-nos de plumas os pés e todo mundo dançou côco como se tivessem chegado naquela hora ao evento. (Aliás, mesmo após o show, foi-se quase uma hora de roda no asfalto com a galera tocando e dançando, uma das cenas mais emocionantes desse fim de semana)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seria o melhor show da Virada se não fosse o maior e mais irritante problema técnico que já ouvi. Soava como boicote, pois até a terceira música nada de equalização: quando o microfone funcionava, faltava captação para o flautista, e por aí vai. &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Amaralina&lt;/span&gt;, música mais conhecida do grupo, estava completamente muda e a raiva tanto da platéia quanto dos músicos era nítida. O mesmo aconteceu no show do Curumim, na madrugada anterior. A última música, além de já estar completamente acústica - sem nenhum equipamento captando os instrumentos -, foi também realizada às escuras! Duvido que tenha acontecido algo parecido com a Maria Rita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então qual será que foi o intuito do projeto esse ano? Conversando com o coletivo Laborg, responsável pelas projeções no prédio da prefeitura, confessaram que a produção do evento deu-lhes 72 horas para montar toda a intervenção, além de outras críticas. A 5ª edição da Virada não teve um arrastão de fãs dos Racionais, mas foi, com certeza, a mais desorganizada da curta história do evento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ágatha Barbosa&lt;br /&gt;agatha@bananamecanica.com.br&lt;br /&gt;</description>
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      <author>kazu</author>
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   <title>Curumin na Virada Cultural</title>
   <description>&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Show é atrapalhado pela péssima qualidade do som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;Nos últimos anos, a música independente transpôs as garagens. Há uma porcentagem considerável de artistas de qualidade, com potencial para agrado popular. Duas semanas atrás mesmo, lembro de assistir às gravações do Música de Bolso de Heitor e Banda Gentileza ao lado de dois casais da terceira idade, que pararam por ali pelo simples gosto da canção. Aplaudiram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em janeiro, presenciei uma família completa - três gerações - aos balanços do Numismata, no Festival Alavanca. Em fevereiro, Diego Franco escreveu por aqui sobre o potencial do Pélico para rádios AM e alto-falantes rodoviários. Assim vai. A grande discussão que tenho abarcado ultimamente - e visto bem em voga - é justamente por que essas bandas são tão limitadas a espaços indie, casas noturnas, pequenos concertos e veículos. E por que, mesmo nesses lugares, não alcançam sua devida popularidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Então entra na história o Curumin. Não acredito que seja um mestre de canções, como os acima citados, mas é um artista consistente, que carrega boas batidas e acompanha outros músicos promissores nessa jornada em busca de aberturas. E Curumin já tem porte maior de artistas como Pélico e Heitor, capaz de encher o Studio SP, ainda que não se sustente em São Paulo como deveria.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Digo que não é um mestre das canções, porque não tem letras geniais, longe disso. Mas por outro lado afirmo que é um artista que merece louvor pelo trabalho que faz com samplings, trazendo referências do do rap de artistas como BNegão, Black Alien e Racionais para o pop. Talvez em seus dois discos a qualidade de suas camadas não se exacerbem, mas é uma lacuna certamente preenchida pela sua apresentação. Centrado na bateria, acompanhado por Loco Sosa (Los Pirata) numa mesa de som, Lucas Santtana num segundo microfone, Curumin é pivô de um dos melhores shows da cena independente atual. Além - dado esse fator, somado a um público já intermediário, Curumin é quem mais tem chances de conseguir qualquer possibilidade de crescimento que haja para o cenário dos artistas até então independentes. O porte do China, sem carregar consigo o peso de um Mombojó.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Foi com essa frente de show que Curumin inclusive já ganhou público considerável no exterior - Estados Unidos e Europa - onde sua turnê já se sustenta melhor do que no próprio país. Agora, e oportunidades por aqui?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Enxerguei a Virada Cultural como tal. Curumin subia no palco da Santa Ifigênia à 1h50; à 1, a rua já estava cheia, por fãs e, mais importante para esta discussão, por resquício do público da apresentação anterior e outros curiosos &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;en passant&lt;/span&gt;. Uma abertura para a prova de fogo: abranger um público mais diversificado, quiçá gerar um falatório e abarcar daí uma popularidade mais decente em sua própria cidade. Não quero soar exagerada. Uma centena de ouvintes conquistados, que seja, enquanto número pequeno dentro da Virada Cultural, é de grande representatividade para um músico independente. Daí a importância que coloquei ali. Uma oportunidade.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;É. Uma oportunidade, não fosse a infraestrutura do palco Santa Ifigênia, que coloco lado a lado à do karaokê quinzenal do vizinho cá de baixo. Eu, a cinco metros do palco, sóbria, com audição em forma, sequer consigo citar a música de abertura, tão silenciosa estava. A seguinte, um pouco mais alta, identifiquei como &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Clementina de Jesus&lt;/span&gt;. A linha de baixo parecia não existir, Lucas Santtana estava mudo, &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Compacto&lt;/span&gt; soava como feita a capela. Volume míninimo - pecado capital para um concerto que prima por camadas. A cada música, tentavam subir um pouco o som, mas já era tarde. O público e a banda logo se desanimaram, a caixa se esvaía em ruídos indecentes a cada 30 segundos e as boas centenas de cabeças ali presentes foram se distraindo e enfim dissipando junto a minha esperança da noite.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Torço por um fim de mês compensatório no Auditório do Ibirapuera, onde juntos se apresentam Curumin e Guizado e a infra-estrutura não falha. Difícil angariar um público espontâneo como o da Virada novamente, mas o Auditório já representa um bom passo além das casas noturnas. De grão em grão, quem sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br style=&quot;font-weight: bold;&quot; /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Stephanie Fernandes &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;celophanie@gmail.com&lt;br /&gt; </description>
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      <author>kazu</author>
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   <title>Rinha dos MC&#039;s no Executivo Bar</title>
   <description>
&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Evento reúne rappers que se desafiam em uma interessante batalha de rimas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;
Realizada a cada 15 dias, sempre às sexas, a Rinha de Mcs reúne rappers que tentam mostrar seu talento das rimas em batalhas de alguns segundos. O evento já passou por diversos lugares e agora é residente no Executivo Bar, no Centro de São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O evento é organizado pelo MC Criolo Doido – criador da Rinha – e pelos DJs Marco e Dan Dan e conta sempre com convidados apresentando as batalhas e fazendo shows ao final da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar do nome, a “briga” fica apenas nas palavras, seguindo regras de boa conduta, como não falar da mãe alheia e maneirar ao criticar a sexualidade do oponente. Realizado o sorteio, os rapper se encaram no palco, e ao som de uma batida tentam desmoralizar o outro, para delírio da platéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A festa da última sexta-feira começou em clima animado, com o DJs comandando o som – em sua maioria rap internacional. Quando algum artista nacional chegava às caixas de som, a festa se agitava e os versos eram cantados a plenos pulmões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por volta da 1h abrem-se as inscrições para quem quiser se aventurar com o microfone. É preciso cautela, porém, uma engasgada, ou um “branco” em cima do palco será motivo para piadas. Seis corajosos resolvem se aventurar, todos representando diferentes “quebradas” de São Paulo, menos MC Gigante, que “batalha” por Goiânia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo no primeiro combate, Gigante é desafiado por Mamute. Encontro de pesos pesados no palco e nas rimas. No melhor confronto da noite – que você assiste abaixo – os três rounds de 40 segundos são disputadíssimos. No primeiro, Gigante leva. Mamute, que começa o segundo consegue desbancar o “estrangeiro”, usando alusões ao ritmo sertanejo da terra natal do adversário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vez de se abater, Gigante lança a provocação que foi lembrada durante toda a noite: “Vim de Goiânia para te ensinar a tocar berrante”, levanto a platéia – e os apresentadores  - ao delírio. Até o segurança, na saída, cumprimentou o MC. “Representou mesmo, essas rimas até arrepiaram”, disse o homem de terno, que ganhou o CD Engole a Seco, que Gigante vendia a R$ 5 na porta para divulgar seu trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aí ficou fácil. Com adversários bem mais fracos, Gigante venceu com sobra a final, se tornando o campeão da noite. Nem mesmo o MC Pelé, que contava com o carisma da platéia, foi páreo para o goiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo após os ataques, os Mcs se cumprimentam elogiando as performances uns dos outros. Ninguém tira satisfação, mantendo o clima animado promovido pelos MCs Criolo Doido, criador e apresentador da Rinha e de Kamau, apresentador convidado da noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Show&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após as batalhas, subiu ao palco Slim Rimografia. Em vez de ataques, a delicadeza e o som criativo de um dos artistas mais “elegantes” da cena paulistana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além, é claro, das batidas pesadas, Slim não se limita e adiciona jazz, samba, Miami Bass e até  Frevo ao seu som, que coloca para dançar até os mais mau encarados da festa. Ele apresentou músicas de seus dois primeiros discos, Financeiramente Pobre e Introspectivo (este que conta com as ótimas &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Sol&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Gozolândia&lt;/span&gt;) além de seu novo single, a excelente &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Canto de Vitória.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Junto do competente DJ Thiago BeatBox e do tecladista/violonista Filiph Neo que às vezes solta a voz – e que voz – na soul music, Slim Rimografia encerrou a noite em alto estilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Thiago Kaczuroski&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;kazu@bananamecanica.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;

Veja o início da Rinha dos MCs, com o confronto entre os MCs Mamute e Gigante:&lt;br /&gt;

&lt;object height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot;&gt;&lt;param value=&quot;true&quot; name=&quot;allowfullscreen&quot; /&gt;&lt;param value=&quot;always&quot; name=&quot;allowscriptaccess&quot; /&gt;&lt;param value=&quot;http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4482297&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1&quot; name=&quot;movie&quot; /&gt;&lt;embed height=&quot;300&quot; width=&quot;400&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://vimeo.com/moogaloop.swf?clip_id=4482297&amp;amp;server=vimeo.com&amp;amp;show_title=1&amp;amp;show_byline=1&amp;amp;show_portrait=0&amp;amp;color=&amp;amp;fullscreen=1&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://vimeo.com/4482297&quot;&gt;Rinha dos MCs - MC Mamute x MC Gigante&lt;/a&gt; from &lt;a href=&quot;http://vimeo.com/user738480&quot;&gt;Thiago Kazu&lt;/a&gt; on &lt;a href=&quot;http://vimeo.com/&quot;&gt;Vimeo&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;</description>
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   <title>De Leve no Sesc Pompéia</title>
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&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Irreverente MC carioca lança seu novo disco,&lt;/span&gt; De Love&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;
Lançando seu terceiro disco solo, o MC De Leve, uma das mentes criativas do rap de Niterói, fez mais um de seus memoráveis shows na Choperia do Sesc Pompéia. Dividindo os vocais com o incrível Rabu Gonzales, De Leve subiu ao palco, que conhece bem, com a platéia na mão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sua fase “De Love”, com pose de galã na capa do disco e tudo, parece ter surtido efeito, dado o número de mulheres na platéia. O bom público, que não chegou a lotar o local, cantou até as músicas novas, mas pediu incessantemente canções mais antigas, algumas do saudoso grupo Quinto Andar, do qual De Leve era integrante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após uma breve introdução feita pelo DJ Machintal, De Leve subiu ao palco com &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Sempre a Caminhar&lt;/span&gt;, faixa que abre o disco novo. Vieram então canções deste novo trabalho, como &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Quer Dançar?, Minha Maluca&lt;/span&gt;, além da ótima &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;O Que Que Nego Quer?&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Brincando com o episódio no show da Campus Party (no qual um imbecil pediu o fim do show porque estava “ofendido” com os palavrões), o MC Cara de Cavalo interrompeu o show, se dizendo ultrajado. Com sua clássica arrogância, Cara de Cavalo cantou – ou tentou – &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Eu Rimo na Direita&lt;/span&gt;, faixa do primeiro disco de De Leve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em clima de festa, dois dançarinos participaram do show, o esguio Perikito-sem-asa e o skatista anão Brilha, que fez sucesso com a mulherada que subiu ao palco para dançar ao som de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;México&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final da apresentação – de cerca de duas horas -, um momento de crítica, quando De Leve comentou o fato de o novo comercial da Coca-Cola ter uma música, se não igual, pelo menos muitíssimo parecida com a melodia de &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Rolé de Camelim&lt;/span&gt; (De Leve até mudou o refrão da música para&lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt; “Parece impossível, mas eu acho que não/A Coca-Cola roubou o meu refrão”&lt;/span&gt;). Seguiram-se então &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Diploma&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Dinhêro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O bis começou com a simpática &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Magali, Carol, Bisteca e Chuleta&lt;/span&gt;. Era a hora de atender aos pedidos do público. Vieram então os hinos &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Largado, Vai Vendo, Caipirinha Man&lt;/span&gt; e &lt;span style=&quot;font-style: italic;&quot;&gt;Essa é Pros Amigos&lt;/span&gt;. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De Leve se despediu, chamando o público para trocar uma idéia do lado de fora da Choperia. Simples e criativo, despretensioso como toda diversão deveria ser, De Leve mostra que (desculpe Sabotage) rap nem sempre é compromisso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Thiago Kazu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;kazu@bananamecanica.com.br</description>
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      <author>kazu</author>
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   <title>Thiago Pethit no Studio SP</title>
   <description>
Novo talento da cena paulistana faz show no projeto Cedo e Sentado&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br/&gt;
Apontado como uma das novas belas vozes da cena indie/folk paulistana e uma “versão nacional” do Beirut, Thiago Pethit apresentou pela segunda vez seu show no projeto Cedo e Sentado do Studio SP.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo de graça e a fama do rapaz – principalmente na internet – atraíram um bom número de pessoas à casa da rua Augusta, e o que se viu foi um cantor entregue à sua arte, ainda que esta ainda precise de um certo amadurecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz de Pethit realmente surpreende. Transitando entre o português, o espanhol, o inglês e o francês, o cantor, acompanhado por cinco músicos, apresentou as canções de seu belo EP Em Outro Lugar (que pode ser baixado gratuitamente no &lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://www.thiagopethit.com/&quot;&gt;site do artista&lt;/a&gt;), com uma delicadeza difícil de ver em outros cantores de sua geração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não se pode negar que Thiago Pethit tem carisma e presença de palco. Porém, em alguns momentos, sua entrega resvala na afetação, deixando o espetáculo e seus trejeitos um pouco forçados – problema compensado por seu timbre e pela boa escolha do repertório, que contou com as músicas de seu EP, começando por &lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=yWGznRIGkdU&quot;&gt;Birdhouse&lt;/a&gt;, além de algumas versões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em sua banda, o destaque é o acordeon, que dá um colorido especial às músicas – daí a comparação com o Beirut. As cordas – violão e bandolim - deixam um pouco a desejar. Uma interpretação mais precisa daria um peso maior às músicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os convidados foram um show à parte. Dudu Tsuda, tecladista das bandas Jumbo Elektro, Trash Pour 4, e de Junio Barreto, entre outros, foi apontado por Pethit – que também é ator – como responsável por sua aventura na música. Subiu ao palco e tocou uma música de sua autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o verdadeiro show da noite foi da performer e cantora carioca Silvia Machete. Primeiro, subiu ao palco e, rebolando com um bambolê, preparou um baseado ao som de Misrlou, de Dick Dale (aquela da trilha de Pulp Fiction). Depois, emprestou sua bela voz para três músicas, duas delas em francês.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Thiago Pethit ainda precisa amadurecer musicalmente, principalmente nas letras, que beiram o óbvio. A evolução para o novo single, &lt;a style=&quot;font-weight: bold;&quot; href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=2hlgcm0AVfo&quot;&gt;Fuga nº 1&lt;/a&gt; – melhor música de seu repertório – já é notável, e dá idéia do que pode vir por aí. Sem dúvidas, um artista para ficar de olho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-weight: bold;&quot;&gt;Thiago Kazu&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;kazu@bananamecanica.com.br&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foto da capa: Gui Mohallem/MySpace do artista&lt;br /&gt;</description>
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